25 dezembro 2009
Review do ano de 2009 (Parte 1)
Recebi uma retrospectiva dos fatos mais importantes relacionados direta ou indiretamente com as bolsas de valores mundiais e em especial com a BOVESPA, e vou tentar repassar um pouco do conteúdo dele aqui.
Espero que possamos com isso nos lembrar dos acertos e principalmente dos erros que se passaram esse ano para que os tomemos como base para buscar melhorias para nós e para os outros a nossa volta.
23 maio 2009
Guardar para perder ou para ganhar?

Essa foi a pergunta que surgiu quando chegou a mídia que a Vale havia reduzido o seu plano de investimento para 2009 – antes havia anunciado um investimento de US$14 milhões e agora anunciou um investimento de US$9 milhões, 36% de redução. A noticia causou certo desconforto nos fornecedores da empresa, pois mesmo sem essa “redução”, já se viam prejudicados com uma diminuição de 30% na demanda por equipamentos.
Especialistas questionam o fato de a empresa ter tomado essa decisão, pois em 2008 a empresa vendeu ações para se capitalizar e guardou US$12 milhões com esse negócio, com isso teria capital monetário o suficiente para manter seus planos iniciais de investimentos. Afirmam que esse seria o melhor momento para a empresa investir, pois a demanda está baixa, possibilitando assim uma maior tranqüilidade para investir e desenvolver projetos, e se estruturando para quando a demanda voltar a crescer.
Outros, como Antônio Emílio Ruiz (analista do Banco do Brasil), acreditam que a decisão da empresa foi acertada, pois agora o preço do metal está muito baixo, tornando inviável a exploração, sendo acertada a decisão da companhia de “preservar o caixa”.
Do ponto de vista estratégico acredito que realmente é uma decisão boa tomada por ela, mas um tanto quanto conservadora demais para o período que estamos passando. Uma decisão mais arrojada talvez viesse a fazer diferença quando a demanda voltar a crescer e não houver no mercado, alguém que consiga supri-la. Mesmo considerando uma boa decisão, eu acredito que valeria a pena uma análise mais “audaciosa” sobre o assunto.
05 abril 2009
Nova usina de biodiesel da Petrobras aumentará a produção
Kardec informou que a capacidade de processamento da nova usina, batizada com o nome do educador Darcy Ribeiro, deverá ser ampliada dos atuais 57 milhões de litros de biodiesel anuais para 80 milhões de litros/ano até 2013.
Segundo ele, o aumento da capacidade instalada atingirá também a usina de Quixadá e será efetuado de forma gradual, a partir de ajustes que serão realizados no processamento. "Com esses ajustes, vamos aumentar a receita e reduzir o custo operacional", disse.
Também a usina de Candeias passará por um processo de ampliação de capacidade, que deverá atingir 114 milhões de litros/ano em 2013. A construção da nova usina envolveu investimentos de R$ 95 milhões. Sua capacidade de produção corresponde a 33% da necessidade de consumo de B3 de Minas Gerais.
O B3 é a adição de 3% de biodiesel ao diesel. O funcionamento da unidade foi iniciado em janeiro deste ano. Kardec disse que já foram produzidos até agora três milhões de litros de biodiesel. No leilão realizado em março passado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), a usina vendeu a sua produção para a entrega prevista nos próximos três meses.
A usina possui um grande diferencial, que é o elevado sistema de automação, afirmou Alan Kardec. "Ela possui 3.500 pontos de controle, que nos permitem acompanhar em tempo real todas as fases do processamento, até a saída do caminhão carregando biodiesel".
Para o presidente da Petrobras Biocombustível, "o Brasil está à frente do mundo na questão do biodiesel, que ajuda na redução do aquecimento global e, conseqüentemente, na preservação da vida. É uma questão de vida".
A estatal quer firmar contratos de cinco anos de duração visando estimular o desenvolvimento sustentável dos pequenos agricultores e gerar emprego e renda no campo. "No caso especial de Montes Claros, há uma meta nossa de atingir 20 mil agricultores familiares. Já temos contratados 8.200 agricultores familiares", afirmou.
Os pequenos produtores rurais vão garantir o suprimento de matéria-prima para a Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro, destacou Kardec. Foram distribuídas 100 toneladas de sementes de mamona e girassol aos agricultores.
A empresa está em negociações com o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) com o objetivo de agilizar o acesso dos agricultores rurais ao crédito de custo agrícola. O Plano Estratégico da Petrobrás para o período 2009/2013 destina à Petrobras Biocombustível US$ 2,4 bilhões.
As informações são da Agência Brasil.
15 março 2009
Unipar tem prejuízo de R$ 145 milhões em 2008
O grupo Unipar, detentor de diversos grupos químicos brasileiros, anunciou hoje prejuízo líquido de R$ 152,3 milhões no acumulado de 2008. Um ano antes, a companhia lucrou R$ 145 milhões. No entanto, segundo a Unipar, os resultados não podem ser comparados devido às mudanças contábeis da Lei nº 11.638/07 e à reestruturação de portfólio de negócios da companhia, incluindo a constituição da Quattor e à venda das participações na Petroflex e União Terminais, que resultaram num ingresso de recursos da ordem de R$ 607 milhões.
Sem adequação à nova lei, o prejuízo da Unipar seria de R$ 76,5 milhões em 2008. No quatro trimestre de 2008 houve prejuízo R$ 50 milhões, correspondentes a R$ 25 milhões antes das novas regras contábeis.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações)da companhia foi de R$ 412,8 milhões em 2008. No mesmo período, o faturamento bruto atingiu R$ 6,639 bilhões. Já o lucro operacional foi negativo, com prejuízo de R$ 515 milhões.
09 março 2009
Bolsa de Nova York volta a atingir nível mais baixo em 12 anos
O Dow Jones Industrial Average perdeu 1,21%, encerrando a 6.547,05 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq cedeu 1,95%, a 1.268,64 unidades. Assim, os dois índices de Wall Street voltaram a atingir seus recordes negativos de fechamento, o pior patamar desde abril de 1997 e outubro de 2002, respectivamente. O índice ampliado Standard & Poor's 500 caiu 1,%, a 676,53 unidades, nível que não era registrado desde setembro de 1996.
"Não é pânico, mas sim sofrimento contínuo", afirmou Gregori Volokhin, analista da Meeschaert New York. "Temos um público de investidores cada vez mais preocupado, cada vez mais descontente."
Depois de oscilar entre alta e baixa durante a manhã, o Dow Jones, que havia perdido 6,2% na semana passada, operou no vermelho até o fim da sessão, com um volume de operações moderado. Antes de começar a cair, a fusão entre os laboratórios farmacêuticos Merck e Schering-Plough, avaliada em US$ 41,4 bilhões, trouxe ânimo aos negócios.
"Mais uma vez, o mercado não conseguiu se manter, apesar de notícias construtivas", considerou Volokhin.
Os investidores receberam bem no começo do dia o anúncio de que a General Electric (encerrou em alta de 4,96%, a US$ 7,41) e o Bank of America (ganho de 19,43%, a US$ 3,75), duas empresas que concentraram os temores do mercado recentemente, venderão obrigações garantidas pelo Estado, podendo, assim, conseguir financiamentos.
No entanto, todas as tentativas de recuperação foram esfriadas pelos "graves diagnósticos" sobre a economia mundial emitidos pelo megainvestidor americano Warren Buffett e pelo Banco Mundial.
Buffett comparou a atual conjuntura a um "Pearl Harbor econômico", enquanto o Bird considerou que a economia mundial registrará sua primeira contração desde 1945.
O mercado obrigatório recuou. O rendimento dos bônus do Tesouro a 10 anos subiu a 2,886%, contra 2,828% na sexta-feira, e o dos títulos a 30 anos, a 3,593%, contra 3,503%.
Ao longo desta semana, os investidores aguardam a divulgação do índice de desempenho das vendas no varejo nos EUA, na quinta-feira (12), e o de confiança do consumidor, da Universidade de Michigan, na sexta (13). Amanhã (10), o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, deve fazer um pronunciamento.